3) Algumas ideias discutidas

A intervenção da coordenadora do MPeL, Lina Morgado, apresentou e situou brevemente este programa de formação, que decorre desde há seis anos, reforçando as suas caraterísticas específicas e inovadoras, e salientando a importância deste evento no processo de trabalho de toda a comunidade «mypeleana». Acompanho as conferências myMPeL desde a sua primeira edição, e ressalto a impressão notória de estarmos perante uma verdadeira comunidade de aprendizagem com laços muito fortes entre os seus membros. A realização de eventos com este cariz permite dar a conhecer à comunidade científica, intra UAb e para fora dela, a investigação a ser desenvolvida neste programa de mestrado, bem como criar um espaço de comunicação e de reflexão sobre questões relacionadas com a pedagogia do elearning. Ainda, permite o encontro informal, físico ou virtal, dos membros do mesmo e dos diferentes grupos do mestrado e o contacto de outros interessados. Na minha opinião, é, também, uma estratégia inteligente de marketing institucional, que permite captar novos públicos e estudantes e obter o reconhecimento da qualidade do programa de formação.

Da intervenção de António Teixeira, O futura da educação na europa. Contributo dos estudantes do MPeL para a reflexão dos EDEN Fellows, ressalto as ideias sistematizadas no esquema que se segue sobre as tendências emergentes do elearning, bem como a síntese realizada a partir do Horizon Report 2012.

Da intervenção de José Mota, Planeta MOOC. A educação online como plataforma, ressalto a ideia de que os MOOCs de inspiração conectivista [Siemens, Downs, Cormier] emergem da conceção de que a aprendizagem significativa, à semelhança da cognição, acontece em rede. Se esta é, do meu ponto de vista, uma concepção poderosa, uma vez que utiliza como modelo e contexto o modo de funcionamento neuronal do ser humano [reconstrói o «dentro» no «fora»], a sua aplicação no modo mais radical, nos cMOOCs, levanta um conjunto de problemas, entre outros, como a eventual desorientação dos estudantes ou a sua consequente desmotivação. Será que com o evoluir para a web 3.0, este tipo de contextos de aprendizagem não irão emergir como dominantes? Como resolver as suas limitações?


Muito «boa gente» anda com a cabeça a ferver sobre este assunto. Aqui deixo o link para um pequeno vídeo de Dave Cromier, que, para quem ainda não está muito familiarizado com os MOOCs, me parece muito interessante: http://www.youtube.com/whatch?v=eW3gMGqcZQc A ver, ainda, o blog de José Mota: http://orfeu.org e o blog MOOC EaD, o «primeiro MOOC em língua portuguesa», no endereço http://moocead.blogspot.pt/.

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