1) O «social» em imagens

Ora aqui fica uma imagem do grupo organizador, do tipo «casamento» (aliás, formato muito utilizado, por exemplo, em encontros de líderes mundiais). Parecem todos muito satisfeitos com o trabalho realizado (e é para estarem mesmo!).
Já agora, aqui fica o link para a «reportagem» completa. Nessa série de fotos, podemos encontrar algumas caras conhecidas, elementos do nosso grupo de trabalho (com um ar muito concentrado…, diga-se de passagem).
https://picasaweb.google.com/106462624200174572138/MyMPeL2012#

2) O «social» nas redes

Para alguém que se assume como um pouco «antissocial» (pelo menos num certo sentido do termo «social»), e que considera que a escala relacional natural dos seres humanos é o pequeno e local (mesmo que a distância, ou virtual), este assunto das «redes sociais» tem-me despertado sentimentos contraditórios. Cá vou vivendo com eles, mas nunca recusando experimentar a vivência dessas redes, umas vez com mais desconforto, outras com menos.
Foi assim que segui a 3.ª Conferência myMPeL, através do Facebook e do crowdvine e até, pela primeira vez, do Twiter. O resultado foi interessante, são nítidas algumas vantagens desta forma de comunicação e interação, mas estou ainda a desenvolver pensamento próprio sobre o assunto.
Aderente desde o primeiro momento, e até com muito entusiasmo, tem sido a experiência com o Scoop.it. Não sendo uma rede social, mas um espaço de agragação de conteúdos, apresenta, em termos gerais, uma qualidade de alto nível quanto aos temas e conteúdos pubicados. É deste modo que recomendo vivamente, a quem ainda não espreitou, o espaço do myMPeL no Scoop.it, onde estão publicadas as intervenções da Conferência:
http://www.scoop.it/t/mestrado-pedagogia-do-elearning/p/1903674831/mympel2012-3-conferencia-do-mestrado-em-pedagogia-elearning
E já que estamos a falar de redes sociais, aproveito para acrescentar que embora já tivesse uma conta Google+, apenas nestes últimos dias, e como consequência do desafio lançado, a tenho explorado… enfim, uma trabalheira!

3) Algumas ideias discutidas

A intervenção da coordenadora do MPeL, Lina Morgado, apresentou e situou brevemente este programa de formação, que decorre desde há seis anos, reforçando as suas caraterísticas específicas e inovadoras, e salientando a importância deste evento no processo de trabalho de toda a comunidade «mypeleana». Acompanho as conferências myMPeL desde a sua primeira edição, e ressalto a impressão notória de estarmos perante uma verdadeira comunidade de aprendizagem com laços muito fortes entre os seus membros. A realização de eventos com este cariz permite dar a conhecer à comunidade científica, intra UAb e para fora dela, a investigação a ser desenvolvida neste programa de mestrado, bem como criar um espaço de comunicação e de reflexão sobre questões relacionadas com a pedagogia do elearning. Ainda, permite o encontro informal, físico ou virtal, dos membros do mesmo e dos diferentes grupos do mestrado e o contacto de outros interessados. Na minha opinião, é, também, uma estratégia inteligente de marketing institucional, que permite captar novos públicos e estudantes e obter o reconhecimento da qualidade do programa de formação.

Da intervenção de António Teixeira, O futura da educação na europa. Contributo dos estudantes do MPeL para a reflexão dos EDEN Fellows, ressalto as ideias sistematizadas no esquema que se segue sobre as tendências emergentes do elearning, bem como a síntese realizada a partir do Horizon Report 2012.

Da intervenção de José Mota, Planeta MOOC. A educação online como plataforma, ressalto a ideia de que os MOOCs de inspiração conectivista [Siemens, Downs, Cormier] emergem da conceção de que a aprendizagem significativa, à semelhança da cognição, acontece em rede. Se esta é, do meu ponto de vista, uma concepção poderosa, uma vez que utiliza como modelo e contexto o modo de funcionamento neuronal do ser humano [reconstrói o «dentro» no «fora»], a sua aplicação no modo mais radical, nos cMOOCs, levanta um conjunto de problemas, entre outros, como a eventual desorientação dos estudantes ou a sua consequente desmotivação. Será que com o evoluir para a web 3.0, este tipo de contextos de aprendizagem não irão emergir como dominantes? Como resolver as suas limitações?


Muito «boa gente» anda com a cabeça a ferver sobre este assunto. Aqui deixo o link para um pequeno vídeo de Dave Cromier, que, para quem ainda não está muito familiarizado com os MOOCs, me parece muito interessante: http://www.youtube.com/whatch?v=eW3gMGqcZQc A ver, ainda, o blog de José Mota: http://orfeu.org e o blog MOOC EaD, o «primeiro MOOC em língua portuguesa», no endereço http://moocead.blogspot.pt/.

4) Algumas ideias pessoais

Para quando o doutoramento em Educação a Distância e Elearning da UAb toma a iniciativa de organizar um espaço de reflexão e discussão, não necessariamente no mesmo formato do myMPeL, um encontro, um seminário, um curso sobre uma questão específica, até pode ser uma publicação online, mas sempre com um cariz reflexivo, de desbravar caminhos, e de mostrar o que aqui se faz?
Não será importante dar mais visibilidade a este programa de estudos? Criar laços com os outros programas/especializações de 3.º ciclo da instituição? Conectá-lo com outros similares em Portugal e no estrangeiro? Fortalecer as ligações ao Le@d e a outras estruturas do mesmo cariz? Convidar pessoas com trabalho de qualidade, de dentro e de fora da nossa instituição, criando espaços de conversa/discussão/confronto com professores e doutorandos?