The 100 Best Learning Tools of 2012 as chosen by You

http://www.slideshare.net/janehart/toptools2012 [Organizado por Jean Hart]

More than 500 learning professionals took part in voting for their favorite tools, apps, and learning resources. What follows is a useful guide for any teacher looking to learn about new resources, be reminded about some of the more popular, or perhaps just see what others are using in classrooms and online learning. There’s really no shortage here and I recommend taking your time to filter through this list to understand which is best for you.

Pode ser útil na construção de PLEs. Disponível em http://edudemic.com/ [Jeff Dunn & Katie Lepi]. Edudemic’s mission is to not «fix education», but rather evolve the way we learn.

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«NOVAS» Tecnologias

Debate sobre Novas Tecnologias, promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos

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Uma mãe na plateia pede a palavra. Abre-se o debate à assistência (…). O microfone chega-lhe às mãos. Sobre as intervenções de Jeroen van Merriënboer, Secundino Correia e João Paiva, os três oradores reunidos no auditório da Faculdade de Ciências do Porto, a participante não vai colocar nenhuma questão. Quer, antes, partilhar a experiência do seu filho com a tecnologia: «Usou o tablet muito antes do lápis, por isso, o que nós chamamos de nova tecnologia para ele é a antiga. O lápis é a nova tecnologia dele».
Notícia completa em http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=CC5F2EF82C578EDFE0400A0AB8005709&opsel=1&channelid

PLEs | Bibliografia anotada

OLYMPUS DIGITAL CAMERARalf Appelt │Keeping your Stuff together [http://appelt.net/2009/09/ich-packe-meinen-koffer-und-nehme-mit/]

Nota prévia

Após ter percorrido e analisado os autores mais marcantes no domínio dos PLEs, apresentados e sistematizados de modo muito claro, sobretudo, no artigo de  José Mota (2009) proposto na bibliografia para este tema, decidi partilhar os dois artigos que se seguem fundamentalmente por duas razões:

1) em primeiro lugar por tentar diversificar, quando faço uma pesquisa bibliográfica, a língua de publicação [especialmente o castelhano e o francês, uma vez que para mim, infelizmente, o alemão é igual ao chinês (!)]; embora o inglês seja dominante e muito autores de outras línguas a utilizem para publicação, penso que é interessante dar sempre «uma vista de olhos» por contextos diversificados.

2) ambos contêm uma perspetiva pedagógica que senti útil para a minha atividade como professora.

Ainda duas outras referências:

1) porque sinto uma simpatia e admiração particulares pelo trabalho de Stephen Downes, aqui fica o endereço de um vídeo, gravado em Julho deste ano, em que este autor, brevemente, analisa a questão dos LMS versus PLEs http://www.youtube.com/watch?v=zDwcCJncyiw

2) porque o trabalho de José Mota é sempre de uma «limpeza» notável, aqui fica o endereço de um trabalho realizado para o SupSys project sobre PLEs http://www.slideshare.net/josemota/personal-learning-environments-15514444. Ainda há pouco, no TICEduca, este autor apresentou um outros trabalho em colaboração com estudantes do MPEL, cuja apresentação, muito interessante para o tema que agora abordamos, se encontra em http://www.slideshare.net/josemota/xle-ecologias-de-colaboraocooperao-e-aprendizagem-online

Artigo 1

Adell Segura, J. & Castañeda Quintero, L. (2011) Los Entornos Personales de Aprendizaje (PLEs): una nueva manera de entender el aprendizaje. In Roig Vila, R. & Fiorucci, M. (Eds.). Claves para la investigación en innovación y calidad educativas. La integración de las Tecnologías de la Información y la Comunicación y la Interculturalidad en las aulas. Stumenti di ricerca per l’innovaziones e la qualità in ámbito educativo. Le tacnologie dell’informazione e della Comunicaziones e l’interculturalità nella scuola. Alcoy: Marfil – Roma TRE Universita degli studi. [acedido em http://digitum.um.es/jspui/bitstream/10201/17247/1/Adell&Casta%C3%B1eda_2010.pdf a 5/12/2012]

Neste artigo, os autores refletem no modo como os PLEs contribuem para mudanças substanciais nas práticas educativas em geral. Apoiados em estudos de autores como, por exemplo, Brown (2010) afirmam que o impacto real da utilização das TIC nos processos educativos formais tem sido insuficiente, uma vez que os processos de aprendizagem desencadeados pelos «populares» VLE, continuam a ser tradicionais: Tampoco es extraño que algunos males endémicos de las aulas de ladrillos y cemento se transladen a las aulas de bits.

Sendo dado adquirido que as caraterísticas da web 2.0 mudaram as possibilidades de relação com a informação e a sua consequente transformação em conhecimento, as fronteiras entre aprendizagem formal, não formal e informal começam a esbater-se. Por isso, falar da «integração» das TIC nos processos educativos formais começa a não ter sentido. A internet é contexto privilegiado da comunicação e da interação que sustentam a aprendizagem permanente.
O PLE é aqui definido como «um conjunto de ferramentas, fontes de informação, conexões e atividades que cada pessoa utiliza de forma assídua para aprender». Ele ultrapassa em muito as questões puramente tecnológicas uma vez que envolve espaços e estratégias mentais [o mental é inferência minha] que as pessoas utilizam naturalmente para aprender. A tecnologia apenas o nutre e amplia. Neste sentido, e na sequência de Attwell (2007, 2010), Waters (2008) e Downes (2010), os autores assumem o PLE como uma ideia pedagógica assente numa conceção de aprendizagem com uma natureza, relações e dinâmica próprias.

De acordo com o modelo de Attwell (2008) o PLE alimenta-se de ferramentas que colocam em jogo três processos cognitivos primordiais: ler (no sentido mais amplo do termo), refletir e partilhar. Então, as ferramentas essenciais serão aquelas que nos permitem utilizar 1) estratégias de leitura (onde ir buscar informação); 2) estratégias de reflexão (onde modificar as informação) e 3) estratégias de relação (onde relacionar-me com outros). Desenvolvem, então, estas últimas, baseados em Waters (2008) e Castañeda e Gutiérrez (2010), analisando as redes pessoais de aprendizagem e distinguindo três tipos de redes em função dos seus objetivos e do tipo de aprendizagem envolvido: 1) aquelas em que nos relacionamos através dos objetos que partilhamos (exemplo Youtube); 2) aquelas em que nos relacionamos através das experiências e atividades que partilhamos (exemplo Delicious); 3) aquelas em que nos relacionamos com outros (exemplo Facebook).

Deste modo, o PLE não é apenas um contexto tecnológico, mas um contexto de relações que propiciam a aprendizagem. E eles são «personalizados» na medida em que espelham o modo como nos posicionamos no mundo, face aos outros, e o modo como pensamos e aprendemos. Do meu ponto de vista, este artigo toca em alguns dos pontos essenciais da utilização dos PLEs na aprendizagem formal, a saber, o reforço da ideia de que a sua utilização não é sustentada por argumentos técnicos, mas fundamentalmente por argumentos «filosóficos, éticos e pedagógicos». Ou seja, as dificuldades da sua utilização não se centram em variáveis como a disponibilidade de recursos e de competências de gestão dos mesmos, mas em crenças e teorias implícitas do processo de aprendizagem.

Desenvolverei mais esta ideia aquando da reflexão sobre a representação gráfica de um PLE, mas penso que poderemos ir um pouco mais adiante na discussão sobre os PLEs. Se descolarmos da perspetiva que eles são adequados ao tempo em que vivemos e aos recursos que temos disponíveis, vendo-os como consequência, e utilizarmos o conhecimento que hoje temos sobre o modo de funcionamento cerebral dos seres humanos, talvez possamos concluir que eles são o espelho do modo como, naturalmente, pensamos e aprendemos.

Artigo 2

Ebner, M., Schön, S., Taraghi, B. & Drachsler, H. (2011). First steps towards an integration of a Personal Learning Environment at university level. In R. Kwan et al. (Eds.). Enhancing Learning Through Technology. Education Unplugged: Mobile Technologies and Web 2.0. 6th International Conference, ITC 2011, Hong Kong, China, July 11-13, 2011. Berlin Heidelberg: Springer. [acedido em http://dspace.ou.nl/bitstream/1820/3845/1/ICT_tugraz_ple.pdf a 6/12/2012]

A escolha deste artigo, à primeira vista menos atraente do que o anterior (ou do que muitos outros com reflexões inestimáveis sobre PLEs) prende-se com o facto de descrever de modo sistematizado o modelo de uma experiência de utilização de PLEs na Technical University of Graz (Austria). Ainda que situada num contexto alargado, que envolveu toda a instituição, poderá ser um contributo interessante na sequência do artigo de Morgado (2011), que descreve uma situação concreta num programa de estudos em particular.

O artigo organiza-se em cinco partes, nas quais: 1) aborda o conceito de PLE; 2) discute alguns dos desafios que se colocam à aprendizagem através de PLEs; 3) carateriza o background técnico e o widget padrão dos PLEs; 4) descreve um primeiro protótipo de um PLE, desenvolvido na instituição, bem como uma primeira avaliação especializada; 5) sintetiza as principais ideias e apresenta questões para futura investigação, com cenários prospectivos. Os autores apresentam um conceito consensual de PLE as learning applications that enable learners to integrate and organize dispersed online information, resources and contacts, and furthermore allow for content and other elements developed in a PLE to be applied in other online environments (Schaffert & Kalz 2009)

Neste contexto, os autores recorrem, curiosamente, ao campo da Inteligência Artificial, no qual «a personalização automática de um conteúdo é encarada como uma adaptação automática do conteúdo de aprendizagem através de um sistema pré-definido por um modelo especialista». Recorrem a Schaffert e colaboradores (2008) para explicar que: (i) learning is mainly dynamic, permanently under development and only shallowly categorized; (ii) referring to current learning theories, the learners are to be seen as active, self-organized creators of their learning environment, and (iii) social involvement and interaction is crucial for learning. Argumentam, ainda, na sequência de Wild, Mödritscher & Sigurdason (2008) que utilizar novas formas de aprendizagem personalizada implica novas ideias sobre a aprendizagem: learning to learn is more important than (re-)constructing field-specific knowledge, therefore the establishment of a (networked) learning environment can already be seen as a learning outcome. From a pragmatic point of view, a system that was built on emergence should be more powerful than ‘programming’ by rules.

Relativamente aos desafios pedagógicos que os PLEs colocam, é apresentada um quadro (Schaffert & Hilzensauer, 2008) que sistematiza, comparativamente, as caraterísticas dos LMS dos PLE e os desafios e mudanças relativamente a sete parâmetros: 1) papel do aprendente; 2) personalização; 3) conteúdos; 4) envolvimento social; 5) Domínio; 6) cultura educativa e organizacional; 7) aspetos tecnológicos.

A finalidade de um PLE não pode ser reduzida a um conjunto de ferramentas utilizadas na universidade ou na Internet. O fundamental é que os estudantes sejam capazes de se adaptar a um ambiente de aprendizagem onde se sintam confortáveis, de modo a serem capazes de decidir que ferramentas pretendem utilizar e integrar no seu ambiente. Da mesma forma, cada ferramenta ou serviço que é integrado num PLE deve ser facilmente configurável para atender às necessidades individuais.

Apesar de também estes autores estarem convictos de que a mudança dos LMS para os PLEs é difícil e de que ainda não está a acontecer como seria desejável, sugerem que a mera existência de inúmeras ferramentas e conteúdos disponíveis na web incentivam [de alguma forma «empurram», digo eu] as instituições de ensino formal a utilizar cada vez mais os PLEs. A Technical University of Graz implementou então um primeiro protótipo de PLE, que permite acesso centralizado aos serviços da universidade, como sistemas de administração, LMS ou blogosfera. Os autores descrevem detalhadamente alguns dos widgests disponíveis.

Uma das questões relacionadas com a dificuldade de gestão dos PLEs é a quantidade e velocidade de dados que são recebidos num curto espaço de tempo. Para melhor apoiar os estudantes a estruturar e a filtrar o fluxo de informações, os autores identificam 4 áreas em que é necessário trabalhar/investigar para otimizar o sistema: 1) navegação; 2) widgets; 3) trabalho com pares; 4) hibridez. Para além disto, colocam ainda a questão de alargar o PLE a utilizadores móveis.

1) O «social» em imagens

Ora aqui fica uma imagem do grupo organizador, do tipo «casamento» (aliás, formato muito utilizado, por exemplo, em encontros de líderes mundiais). Parecem todos muito satisfeitos com o trabalho realizado (e é para estarem mesmo!).
Já agora, aqui fica o link para a «reportagem» completa. Nessa série de fotos, podemos encontrar algumas caras conhecidas, elementos do nosso grupo de trabalho (com um ar muito concentrado…, diga-se de passagem).
https://picasaweb.google.com/106462624200174572138/MyMPeL2012#

2) O «social» nas redes

Para alguém que se assume como um pouco «antissocial» (pelo menos num certo sentido do termo «social»), e que considera que a escala relacional natural dos seres humanos é o pequeno e local (mesmo que a distância, ou virtual), este assunto das «redes sociais» tem-me despertado sentimentos contraditórios. Cá vou vivendo com eles, mas nunca recusando experimentar a vivência dessas redes, umas vez com mais desconforto, outras com menos.
Foi assim que segui a 3.ª Conferência myMPeL, através do Facebook e do crowdvine e até, pela primeira vez, do Twiter. O resultado foi interessante, são nítidas algumas vantagens desta forma de comunicação e interação, mas estou ainda a desenvolver pensamento próprio sobre o assunto.
Aderente desde o primeiro momento, e até com muito entusiasmo, tem sido a experiência com o Scoop.it. Não sendo uma rede social, mas um espaço de agragação de conteúdos, apresenta, em termos gerais, uma qualidade de alto nível quanto aos temas e conteúdos pubicados. É deste modo que recomendo vivamente, a quem ainda não espreitou, o espaço do myMPeL no Scoop.it, onde estão publicadas as intervenções da Conferência:
http://www.scoop.it/t/mestrado-pedagogia-do-elearning/p/1903674831/mympel2012-3-conferencia-do-mestrado-em-pedagogia-elearning
E já que estamos a falar de redes sociais, aproveito para acrescentar que embora já tivesse uma conta Google+, apenas nestes últimos dias, e como consequência do desafio lançado, a tenho explorado… enfim, uma trabalheira!

3) Algumas ideias discutidas

A intervenção da coordenadora do MPeL, Lina Morgado, apresentou e situou brevemente este programa de formação, que decorre desde há seis anos, reforçando as suas caraterísticas específicas e inovadoras, e salientando a importância deste evento no processo de trabalho de toda a comunidade «mypeleana». Acompanho as conferências myMPeL desde a sua primeira edição, e ressalto a impressão notória de estarmos perante uma verdadeira comunidade de aprendizagem com laços muito fortes entre os seus membros. A realização de eventos com este cariz permite dar a conhecer à comunidade científica, intra UAb e para fora dela, a investigação a ser desenvolvida neste programa de mestrado, bem como criar um espaço de comunicação e de reflexão sobre questões relacionadas com a pedagogia do elearning. Ainda, permite o encontro informal, físico ou virtal, dos membros do mesmo e dos diferentes grupos do mestrado e o contacto de outros interessados. Na minha opinião, é, também, uma estratégia inteligente de marketing institucional, que permite captar novos públicos e estudantes e obter o reconhecimento da qualidade do programa de formação.

Da intervenção de António Teixeira, O futura da educação na europa. Contributo dos estudantes do MPeL para a reflexão dos EDEN Fellows, ressalto as ideias sistematizadas no esquema que se segue sobre as tendências emergentes do elearning, bem como a síntese realizada a partir do Horizon Report 2012.

Da intervenção de José Mota, Planeta MOOC. A educação online como plataforma, ressalto a ideia de que os MOOCs de inspiração conectivista [Siemens, Downs, Cormier] emergem da conceção de que a aprendizagem significativa, à semelhança da cognição, acontece em rede. Se esta é, do meu ponto de vista, uma concepção poderosa, uma vez que utiliza como modelo e contexto o modo de funcionamento neuronal do ser humano [reconstrói o «dentro» no «fora»], a sua aplicação no modo mais radical, nos cMOOCs, levanta um conjunto de problemas, entre outros, como a eventual desorientação dos estudantes ou a sua consequente desmotivação. Será que com o evoluir para a web 3.0, este tipo de contextos de aprendizagem não irão emergir como dominantes? Como resolver as suas limitações?


Muito «boa gente» anda com a cabeça a ferver sobre este assunto. Aqui deixo o link para um pequeno vídeo de Dave Cromier, que, para quem ainda não está muito familiarizado com os MOOCs, me parece muito interessante: http://www.youtube.com/whatch?v=eW3gMGqcZQc A ver, ainda, o blog de José Mota: http://orfeu.org e o blog MOOC EaD, o «primeiro MOOC em língua portuguesa», no endereço http://moocead.blogspot.pt/.

4) Algumas ideias pessoais

Para quando o doutoramento em Educação a Distância e Elearning da UAb toma a iniciativa de organizar um espaço de reflexão e discussão, não necessariamente no mesmo formato do myMPeL, um encontro, um seminário, um curso sobre uma questão específica, até pode ser uma publicação online, mas sempre com um cariz reflexivo, de desbravar caminhos, e de mostrar o que aqui se faz?
Não será importante dar mais visibilidade a este programa de estudos? Criar laços com os outros programas/especializações de 3.º ciclo da instituição? Conectá-lo com outros similares em Portugal e no estrangeiro? Fortalecer as ligações ao Le@d e a outras estruturas do mesmo cariz? Convidar pessoas com trabalho de qualidade, de dentro e de fora da nossa instituição, criando espaços de conversa/discussão/confronto com professores e doutorandos?

Mensagem de boas-vindas

Bem-vindos a esta aventura virtual!
Esta espaço é dedicado ao trabalho sobre Ambientes e Pedagogias Emergentes, no âmbito do doutoramento em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta.
Aqui vou poder comunicar ideias e reflexões, partilhar materiais e notícias, e discutir assuntos com o grupo de trabalho que, espero, partam de dúvidas, de problemas e de paradoxos, mas que sejam inovadores e fascinantes.